Archive for janeiro, 2008

Alguns livros sobre Game Design

Esses foram os livros que li para criar o meu TCC em meu tempo de faculdade (sou formado em Sistemas de Informação). Três deles já foram citados por Kishimoto.

Chris Crawford on Game Design por Chris Crawford (dã) ISBN:0-13-146099-4

O livro mostra algumas definições sobre o que é um jogo eletrônico (game), dá exemplos de alguns jogos que marcaram época e moldaram gêneros, define o que é jogar e o que os jogadores esperam ao começarem um jogo, as dimensões dos desafios e o que é necessário para criá-los em um nível ideal. Não posso deixar de citar sobre os comentários que ele faz sobre os próprios jogos e suas particularidades. Esses são apenas alguns pontos que são abordados. Ao longo do livro, o autor deixa pequenas “lições”, que seriam resumos da idéia tratada nos capítulos. Recomendo para quem tá começando a interessar em Game Design.

Game Design Theory & Practice por Richard House III - ISBN 978-1556229121

Tem uma organização interessante. Ele mescla tópicos de autoria pessoal, com entrevistas com gente de peso como Will Wright e Chris Crawford, e  análises de jogos. Ele comenta a importância de se fazer um Documento de Design, incluindo, ao final do livro, um exemplo do tal documento.

A Theory of Fun for Game Design por Raph Koster - ISBN 978-1932111972

A leitura simples e direta faz com que o livro seja bem divertido e de fácil compreensão. O livro traz como mote a razão do game design: a diversão. Ele cita a evolução da diversão e como se dá o processo de reconhecimento de algo como divertido ou não e as diferentes formas de diversão para diferentes pessoas.

Game Architecture and Design: A New Edition por Andrew Rollings e Dave Morris - ISBN 978-0735713635

É dividido em 3 partes principais: Game Design, Construção de Equipes e Administração e Arquitetura do Jogo. Ele cita alguns Estudos de Caso para ilustrar alguma concepção que ele tenha apresentado. É um livro bastante técnico, indo além do Game Design em si.

Game Design - Second Edition por Bob Bates - ISBN 1-59200-493-8

O que mais chama a atenção nesse livro é a quantidade de referências que ele traz em cada entrevista cedida a ele. É um livro de conteúdo equilibrado, unindo o Game Design e a parte de Desenvolvimento/Mercadológico.

Espero ter conseguido passar uma noção geral sobre cada livro.

Até o próximo artigo…

Minha lista de blogs/sites - 01

Os blogs ou sites aqui listados tem uma característica peculiar, seja pelo dono ou pelo próprio conteúdo, e foi por isso que resolvi colocá-los aqui. Agora vou explicar o porquê de cada um.

Meio Bit Games:

“Filho” do Meio Bit, foi criado por ser uma categoria crescente dentro do blog comunitário. E quando eu achava que a parte de jogos (do Meio Bit) deveria ter seu espaço, eis que surge ele. Inicialmente mantido por Dori Prata e Rodrigo Flausino, hoje conta com mais 3 colaboradores (Quer saber quem são? Acesse o link!). Trata-se de um tudo por lá: vídeos, bizarrices, reviews, rumores, etc…

Vida de Gamer:

Esse é o diário de bordo do Dori. Ele conta as suas aventuras e dificuldades que um gamer passa com os seus jogos.

Rodrigo Flausino:

Estudante de gamedev e de altas idéias. É moderador/colaborador do fórum do Unidev e mantém o Game Reference, um blog com explicações sobre termos utilizados no mundo gamer.

Ponto V:

Outro site sobre gamedev, mantido por Vinicius Godoy. Aborda vários temas, mas o que me chama atenção é a simplicidade com que ele trata sobre OpenGL.

Tupinihon:

O André Kishimoto já trabalha com desenvolvimento de jogos. No blog tem um comentário sobre o desenvolvimento do último trabalho junto a uma equipe que participava, além de referencias sobre livros e revistas de gamedev e o mercado de jogos.

Menina que Joga:

Um toque feminino no mundo blogamer. Já que elas são 65% do jogadores online no Brasil, nada melhor do que ter alguém para representá-las e tratar de um assunto ainda considerado somente para meninos/homens. É mantido pela Milena Wiek.

Gamecultura:

Tratam os jogos sobre uma ótica mais acadêmica, científica. Apesar do fórum de Game Design estar zerado, o site possui uma relação de livros (para comprar) bastante interessante. Espero que eles cresçam e se tornem uma referência acadêmica em jogos.

Por enquanto é só. Depois eu comento sobre outros blogs que eu vou colocando por aqui.

Até o próximo artigo…

Desafio de Game Design - 01

O amigo Rodrigo lançou um desafio interessante. A idéia principal é fazer um Projeto de Jogo baseado na imagem abaixo.

Dê descarga, menino!

Trata-se uma screenshot do jogo ICO3 (nome provisório) .

Vamos ao que interessa.

Nome do jogo:

The Right Side - O Lado Certo

História:

<Ano de 2110>

Os efeitos posteriores ao efeito estufa pioram cada vez mais. A destruição provocada pela inundação do degelo polar de 2095 é considerada pequena perante as dificuldades passadas. O calor faz com que ciclos de torrentes e secas atrapalhem o desenvolvimento dos países. Os países mais desenvolvidos são os que mais sofrem.

<Ano de 2120>

O maior órgão de astrofísica condena o planeta, dando algumas décadas para o colapso final. Ele propõe que todos mudem para um planeta semelhante a terra, detectado em uma outra constelação a 40 anos-luz da Terra. O planeta tem algumas características semelhantes na composição de sua atmosfera. Fora nomeado de Elpis, esperança em grego.

<Ano de 2125>

Os maiores governos juntam suas maiores forças tecnológicas para o desenvolvimento de uma nave-espacial para viajar distâncias de ordem de anos-luz em alguns meses. Essa tarefa é concluída em 10 anos.

<Ano de 2137>

Chega a primeira nave ao novo planeta. As pessoas confirmam o que os estudos indicavam. Há uma vasta gama de recursos naturais.

<Ano de 2140>

A última nave sai da Terra, coincidindo com o prazo final do planeta. Há uma grande comoção entre os tripulantes da nave, vendo o planeta natal em pleno choque.

<Ano de 2142>

Os cientistas descobrem um artefato gigantesco, atado por correntes, com uma grande capacidade de energia acumulada. Eles resolvem utilizá-lo como fonte de energia principal para o planeta, numa tentativa de evitar o mesmo colapso que houve na Terra.

Você é contratado pela N.U.N (New United Nations - Nova Nações Unidas) para ser um dos soldados que deve guardar a usina de força de qualquer ameaça que possa existir.

<Ano de 2145>

Revoluções começam a surgir em Elpis. Várias estações começam a ser atacadas pelos próprios humanos. Sua base está na mira de um ataque eminente. Sua jornada começa aqui.

Modo de Visão:

Em 3ª pessoa, com uma câmera por cima do ombro do personagem, dando uma noção da movimentação do mesmo,a interação que ele tiver com o ambiente e com outros personagens.

<Fim temporário do exercício>

Não quero terminar por agora essa idéia. Mas imagino o enredo com escolhas bem livres. Você pode ter amigos durante a jornada ou ser um exército de um homem só.

Valeu pela iniciativa, Rodrigo. Espero ver mais.

2 jogos + 1 juiz = 0 à esquerda

Um título correto para uma atitude incorreta.

Li no Meio Bit Games uma matéria sobre um tema um tanto quanto extremo. O texto foi gerado a partir dessa notícia.

Tá certo que não são os primeiros jogos a serem proibidos no Brasil, mas dizer que o um jogo “leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos ‘pesados’” para mim é o fim da picada.

Toda proibição sem fundamentos científico e social bem estruturados é burra. Essa última, em especial, considera que os pais são incapazes de julgar o que é bom para seus filhos e que a justiça tem que interceder por eles.

O comentário de uma mãe que concorda com alguns de meus pontos está aqui, veiculado na mesma empresa que apresentou a questão de forma mais negativa (do ponto de vista do jogador) do que imparcial.

O que ajuda a sociedade não é a proibição de coisas que podem ser danosas, mas sim a instrução que ela pode ter. Sem conhecimento, as pessoas fazem o que vêem sem saber das conseqüências.

Isso me lembra uma professora que contou que o filho (ele devia ter 4 anos) estava vendo um desenho animado (não vou dizer o nome para que ele não corra o risco de ser proibido) e depois começou a reproduzir nela os golpes que via. Ela deu um leve cascudo nele e perguntou se ele gostava de apanhar. Depois, ela explicou para ele que aquilo não era real e que não podia ser feito com as pessoas e assim ele nunca mais bateu nela.

O melhor caminho para resolver os problemas: conversar.

Quero revanche!

Eu quero diversão, caramba!

O nome veio de uma assinatura do meu perfil no MB Games, numa “revolta” minha em ver muitos jogos bonitos, mas vazios no conteúdo.

A intenção desse blog é registrar meus pensamentos sobre Game Design, mais basicamente os conceitos e pretendo utilizar alguns exemplos simples para que haja um melhor entendimento.

Quero também colocar alguns idéias minhas e arranjar alguns doidos companheiros nessa jornada. Tenho muita criatividade e técnica sobre gerência de projetos. Vou precisar de pessoas que dêem cara (desenhe), alma (som) e vida (programe) as maluquices minhas nossas idéias.

Estou apanhando bastante do Wordpress e ainda não tive idéia sobre qual tema colocar. Por enquanto vai esse.

Espero encontrar amigos nessa jornada.

estrada

Imagem tirada do Wikipedia Wikimedia Commons

Até o próximo artigo…