Roteiro Coletivo: A garota dos meus Sonhos - parte 04

Para quem não sabe, essa é uma idéia do Rômulo, que passou para o Rodrigo, que mandou para o Tiago e agora tá comigo.

Quem quiser saber com anda essa história, acesse essa listagem.

-TOC! - minha mãe dá aquele cascudo em mim.

-Você quer me matar de preocupação, Remo?

-Mas, mãe! Foi sem querer…

O médico, vendo a confusão começar, interrompe a nossa conversa:

-Calma, senhora! Se continuar nervosa e batendo assim nele, você ficará internada por causa de um infarto e ele por traumatismo craniano. O que ele teve só foi uma desidratação. Daqui a pouco ele estará melhor.

“Estou salvo de uma surra!” - pensei comigo mesmo.

-Ele terá alta assim que esse e o outro soro terminarem. - termina o médico de falar

Ledo engano. De castigo por tabela. Me ferrei.

-Vamos deixar ele aqui por enquanto. Ele precisa descansar um pouco mais - diz o médico, puxando a minha mãe pelo braço.

-Mas… Mas…

NHEEEC… CLICK! - Fecham a porta.

Finalmente um pouco de paz! Olho para o medidor do soro e o pinga-pinga funciona como um sonífero em mim. Muitas dúvidas me vem a mente.

Será que aqueles monstros que vi foram apenas coisas de minha cabeça? Do mesmo jeito que foi a ferida de minha perna? Será que a professora de português vai ficar de marcação comigo? O que eu fiz contra ela?

Por um instante vem o rosto da garota e lembro que nem consegui perguntar o nome dela. Que vacilo!

Estou determinado a saber quem é ela e de onde ela veio. Só que eu não sei por onde começar. Talvez eu tenha mais sucesso se eu começar pela escola.

-Oiiii… Acorde, mocinho…

Abro os olhos e vejo uma enfermeira a me chamar.

-Já pode ir. Seu tratamento terminou.

Reparo que ela tirou o soro, limpou o local onde o esparadrapo ficou e colou um adesivo para estancar o sangramento onde a agulha do soro esteve. Vejo também que já é tarde da noite.

Minha mãe me busca no hospital. Ela ainda estava nervosa, menos do que a outra hora, mas ainda estava. Ela me enche de conselhos no caminho de volta para casa. Nunca vi minha casa tão longe. Parece que não tinha fim.

Ao chegar em casa, minha irmãzinha estava com o telefone na mão. Ela parou de falar ao telefone assim que nos viu entrar.

-É para você. Tem uma voz de menina.

Bom. Agora paro por aqui. Devolvo a peteca p/ o pessoal da Cubagames. De preferência, que não seja o Rômulo novamente.

Agradeço ao Tiago pelo convite.

Até o próximo artigo, pessoal.

Deixe um comentário

This is a captcha-picture. It is used to prevent mass-access by robots. (see: www.captcha.net)

Você deve ler e teclar os 5 caracteres entre 0..9 e A..F e enviá-los.

  

Oh, não! Tá difícil ler isso! Por favor, me dê um